Que tal colocar nos links recomendados o da Usina das Artes: ao final nós lidamos com literatura e tradução também, e até apoiamos publicação de livros…
Poucos autores suscitam tanta curiosidade biográfica quanto Augusto dos Anjos. Ela é despertada sobretudo por sua poesia noturna e estranha, mas decorre em parte da própria figura do poeta. Em Augusto, existência e obra se entrelaçam. Ele não teve uma grande vida, e a sua obra não é a de um aventureiro ou revolucionário. É a de um melancólico cheio de mágoa e remorso, cujo perfil literário se coaduna com o do indivíduo estudioso e reflexivo que foi. Muitos estudos já referiram, a propósito, o vínculo que existe entre meditação e melancolia – vínculo esse que a poesia de Augusto sobejamente confirma.
Neste Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite, Andrey do Amaral alinha-se a estudiosos como Humberto Nóbrega, Ademar Vidal, Raimundo Magalhães Júnior (e mais recentemente o paraibano Fernando Melo), no propósito de desvendar particularidades biográficas, históricas e literárias ligadas ao autor do Eu. Conforme sugere na antítese feliz do título, seu propósito é iluminar aspectos obscuros do poeta e da sua obra, contrapondo a luz da pesquisa e da razão à noturnidade em que ambos têm estado imersos. Em boa parte do trabalho ele ratifica o que disseram aqueles autores. Noutro tanto, sobretudo por haver ido a fontes primárias, traz achados que sem dúvida concorrem para uma apreciação mais rigorosa e justa do paraibano.
A partir de duas dedicatórias em exemplares do Eu oferecidos a Alberto de Oliveira e Luiz D’Amaral, por exemplo, ele nega que Augusto não tenha tido contato com os parnasianos. E contesta, por extensão, pelo menos parte do episódio em que, ao saber da morte do poeta por Órris Soares e Heitor Lima, Olavo Bilac teria afirmado que não o conhecia. Esse pequeno relato, que mais parece uma anedota fúnebre, está registrado por Francisco de Assis Barbosa nas Notas Biográficas para a trigésima primeira edição do Eu, da Livraria São José. Conta o estudioso que, ouvindo então o soneto “Versos a um coveiro”, Bilac teria comentado que um autor tão ruim fizera bem em morrer… Em sua impiedosa mordacidade, agravada pela acasião em que fora proferido, esse comentário veio em desabono senão do poeta, do homem Bilac. Qualquer registro que lhe sugira o caráter fictício é, pois, bem-vindo e digno de atenção.
Andrey do Amaral observa, a certa altura, que a sua “modesta contribuição foi encontrar (além dos volumes do Eu endereçados aos poetas acima referidos) algumas datas, cartas, críticas sobre o livro e outros achados relevantes”. Pelo material que enfeixa na Adenda, é perceptível que fez isso com critério. E orientado, além do mais, pelo zelo de um pesquisador e o faro de um repórter. Andrey tanto remonta à genealogia do poeta (resgatando por exemplo o telegrama que noticia a morte do tio Augusto, de que aquele herdou sombriamente o nome), quanto se detém na história das sucessivas edições do livro famoso.
O que lhe interessa é estabelecer a verdade, diga ela respeito a um fato relevante ou se limite a ocorrência de somenos importância. Com certeza não se inclui neste segundo caso o papel que ele atribui a Alexandre dos Anjos, irmão de Augusto, na preparação da segunda edição do Eu. Até então só se falava no amigo Órris Soares, autor de uma introdução que, apesar de polêmica, se tornou clássica. Alexandre, conforme o demonstra Andrey, não só idealizou a publicação como também se empenhou na pesquisa de novos poemas.
Embora enfatize dados biográficos e acontecimentos ligados à época em que Augusto viveu, o autor deste Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite não deixa de apreciar-lhe a obra, tecendo comentários sobre o artesanato do poeta e retomando a velha polêmica acerca da sua filiação estético-literária. Ele também investiga a exitosa recepção do Eu, confirmada em sucessivas edições, bem como as iniciativas levadas a efeito com o objetivo de perpetuar a memória de Augusto – domínio esse em que, infelizmente, a minha Paraíba tem ficado atrás da mineira Leopoldina, onde hoje repousam seus restos mortais. Basta citar, quanto a isso, a existência do Espaço dos Anjos, mantido com dedicação e fervor pelo artista plástico Luiz Raphael Dominges Rosa e que funciona na casa onde o paraibano morreu.
Registros como esse enriquecem o presente trabalho, que se constitui num misto de biografia, resenha crítico-interpretativa e investigação histórica. Mais pela abrangência do que pela verticalidade, ele representa uma boa introdução à poesia de Augusto – satisfazendo, ao mesmo tempo, o insaciável interesse de quantos são atraídos pela obra e, sobretudo, pela personalidade do autor paraibano.
(Apresentação do livro Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite, de Andrey do Amaral)
Boa noite, peço a gentileza de que entrem em contato comigo em caráter confidencial através do e-mail disponibilizado para conversarmos sobre alguns comentários publicados neste site.
Acabo de lançar o meu primeiro livro de poesias “Eu com verso” e gostaria de enviar um exemplar para vocês lerem e, se acharem interessante, tecerem algum comentário.
Posso mandar o livro ao vivo ou virtual, basta ter o endereço.
Recebi o jornal Livros & Cultura de um amigo e tive conhecimento do site. Como posso fazer para avisar lançamentos e publicar trabalhos pessoais.
Um grande abraço,
Walmor.
Muito interesante.
Conheci o site pelo googlealerts, pois voces divulgaram o evento que produzi:”Espaço dos Sentidos”.
Por favor, me informem o contato para encaminhar outros eventos culturais.
Parabéns pelo trabalho e obrigada por divulgar.
Naná Maris Produções Culturais
Temos que nos unir para fazer valer novas políticas culturais que incluam a arte pela parte não como um todo. O macro já está exaurido de ser contextualizado na mesmice deste universo multimídia que todos conhecem. Vamos fazer e viver o novo como dizia o saudoso poeta Cassiano Nunes o nosso micro universo tem vida própria mesmo estando fora do desbotado eixo Rio-Sampa.
No mais é isso galerar real da Nós Continuem fazendo acontecer a literatura e a cultura como um todo. Estamos por aí.
Gostaria que nos ajudase na divulgação do Prêmio Sesc 2008.
O SESC/DF abre o período de inscrições a partir do dia 12 de março para os
Prêmios Culturais, nas áreas de música, fotografia, pintura em tela e
literatura, que a Instituição vai realizar em 2008.
Realizados anualmente, os prêmios constituem-se em excelentes
oportunidades para que escritores, músicos, pintores e fotógrafos do
Distrito Federal possam publicar, gravar e dar visibilidade aos seus
talentos. Os trabalhos vencedores irão integrar coletâneas, publicações e
exposições que o SESC/DF irá produzir no decorrer de 2008. Além disso, os
artistas melhores classificados vão receber premiações em dinheiro que
totalizam R$ 39.500,00 (trinta e nove mil e quinhentos reais).
se possível, posso esta passando mais informações do concurso.
grato.
BAILE MUDERNO
Quando: 26 abril 2008 (sábado)
Horário: 22h
Local: Recordatório - Rua Joaquim Silva, 17, Lapa - Rio de Janeiro - RJ (Próximo à Praça Paris)
Entrada: R$14,00 (Antecipado: R$7,00; Lista Amiga: R$10,00)
Show Bombo de Corda e Bumba-Meu-Boi com a Cia Mariocas
+ DJS Alexandre Lira + Rodrigo Raro + Tataogan + Samuca From Sampa City
Uma festa com muito maracatu, samba, coco, manguebeat, embolada, baião, rock, frevo, grooves e invenções, além de bazar de artesanato, folhetos de literatura de cordel e apresentações de artistas populares.
29 de Agosto, 2006 às 8:32 pm
Que tal colocar nos links recomendados o da Usina das Artes: ao final nós lidamos com literatura e tradução também, e até apoiamos publicação de livros…
12 de Dezembro, 2006 às 9:02 pm
Gostaria de saber onde está publicado algum artigo do Lançamento do livro “Essas Mulheres Maravilhosas” de João Erismá de Moura.
23 de Dezembro, 2006 às 7:14 am
quais os procedimentos/condiçoespararecebimento continuado dessa revista?
18 de Janeiro, 2007 às 8:27 am
Caros, para qual endereço de e-mail posso enviar nosso material de divulgação cultural?
abs, obrigada
gioconda
19 de Janeiro, 2007 às 7:44 pm
Mais luz sobre o poeta do Eu
Poucos autores suscitam tanta curiosidade biográfica quanto Augusto dos Anjos. Ela é despertada sobretudo por sua poesia noturna e estranha, mas decorre em parte da própria figura do poeta. Em Augusto, existência e obra se entrelaçam. Ele não teve uma grande vida, e a sua obra não é a de um aventureiro ou revolucionário. É a de um melancólico cheio de mágoa e remorso, cujo perfil literário se coaduna com o do indivíduo estudioso e reflexivo que foi. Muitos estudos já referiram, a propósito, o vínculo que existe entre meditação e melancolia – vínculo esse que a poesia de Augusto sobejamente confirma.
Neste Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite, Andrey do Amaral alinha-se a estudiosos como Humberto Nóbrega, Ademar Vidal, Raimundo Magalhães Júnior (e mais recentemente o paraibano Fernando Melo), no propósito de desvendar particularidades biográficas, históricas e literárias ligadas ao autor do Eu. Conforme sugere na antítese feliz do título, seu propósito é iluminar aspectos obscuros do poeta e da sua obra, contrapondo a luz da pesquisa e da razão à noturnidade em que ambos têm estado imersos. Em boa parte do trabalho ele ratifica o que disseram aqueles autores. Noutro tanto, sobretudo por haver ido a fontes primárias, traz achados que sem dúvida concorrem para uma apreciação mais rigorosa e justa do paraibano.
A partir de duas dedicatórias em exemplares do Eu oferecidos a Alberto de Oliveira e Luiz D’Amaral, por exemplo, ele nega que Augusto não tenha tido contato com os parnasianos. E contesta, por extensão, pelo menos parte do episódio em que, ao saber da morte do poeta por Órris Soares e Heitor Lima, Olavo Bilac teria afirmado que não o conhecia. Esse pequeno relato, que mais parece uma anedota fúnebre, está registrado por Francisco de Assis Barbosa nas Notas Biográficas para a trigésima primeira edição do Eu, da Livraria São José. Conta o estudioso que, ouvindo então o soneto “Versos a um coveiro”, Bilac teria comentado que um autor tão ruim fizera bem em morrer… Em sua impiedosa mordacidade, agravada pela acasião em que fora proferido, esse comentário veio em desabono senão do poeta, do homem Bilac. Qualquer registro que lhe sugira o caráter fictício é, pois, bem-vindo e digno de atenção.
Andrey do Amaral observa, a certa altura, que a sua “modesta contribuição foi encontrar (além dos volumes do Eu endereçados aos poetas acima referidos) algumas datas, cartas, críticas sobre o livro e outros achados relevantes”. Pelo material que enfeixa na Adenda, é perceptível que fez isso com critério. E orientado, além do mais, pelo zelo de um pesquisador e o faro de um repórter. Andrey tanto remonta à genealogia do poeta (resgatando por exemplo o telegrama que noticia a morte do tio Augusto, de que aquele herdou sombriamente o nome), quanto se detém na história das sucessivas edições do livro famoso.
O que lhe interessa é estabelecer a verdade, diga ela respeito a um fato relevante ou se limite a ocorrência de somenos importância. Com certeza não se inclui neste segundo caso o papel que ele atribui a Alexandre dos Anjos, irmão de Augusto, na preparação da segunda edição do Eu. Até então só se falava no amigo Órris Soares, autor de uma introdução que, apesar de polêmica, se tornou clássica. Alexandre, conforme o demonstra Andrey, não só idealizou a publicação como também se empenhou na pesquisa de novos poemas.
Embora enfatize dados biográficos e acontecimentos ligados à época em que Augusto viveu, o autor deste Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite não deixa de apreciar-lhe a obra, tecendo comentários sobre o artesanato do poeta e retomando a velha polêmica acerca da sua filiação estético-literária. Ele também investiga a exitosa recepção do Eu, confirmada em sucessivas edições, bem como as iniciativas levadas a efeito com o objetivo de perpetuar a memória de Augusto – domínio esse em que, infelizmente, a minha Paraíba tem ficado atrás da mineira Leopoldina, onde hoje repousam seus restos mortais. Basta citar, quanto a isso, a existência do Espaço dos Anjos, mantido com dedicação e fervor pelo artista plástico Luiz Raphael Dominges Rosa e que funciona na casa onde o paraibano morreu.
Registros como esse enriquecem o presente trabalho, que se constitui num misto de biografia, resenha crítico-interpretativa e investigação histórica. Mais pela abrangência do que pela verticalidade, ele representa uma boa introdução à poesia de Augusto – satisfazendo, ao mesmo tempo, o insaciável interesse de quantos são atraídos pela obra e, sobretudo, pela personalidade do autor paraibano.
(Apresentação do livro Augusto dos Anjos na claridade da meia-noite, de Andrey do Amaral)
18 de Abril, 2007 às 2:35 am
Interessante, Bia. Obrigadíssimo. Como sempre me ajudando e divulgando meu trabalho. Beijixxxxxx
Andrey do Amaral
19 de Junho, 2007 às 9:06 pm
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
19 de Junho, 2007 às 9:09 pm
Boa noite, peço a gentileza de que entrem em contato comigo em caráter confidencial através do e-mail disponibilizado para conversarmos sobre alguns comentários publicados neste site.
Grata.
20 de Junho, 2007 às 2:10 pm
Gostaria de saber como se inscrever para o Concurso Talentos da Maturidade.
Obrigada.
30 de Julho, 2007 às 12:34 pm
Muito obrigada por ter aceito minha sugestão! A Usina das Artes agradece!
30 de Julho, 2007 às 12:38 pm
Gostaria de conhecer o e-mail onde enviar um projeto sobre literatura italiana, obrigada
20 de Setembro, 2007 às 4:36 pm
Acabo de lançar o meu primeiro livro de poesias “Eu com verso” e gostaria de enviar um exemplar para vocês lerem e, se acharem interessante, tecerem algum comentário.
Posso mandar o livro ao vivo ou virtual, basta ter o endereço.
Obrigado, Alessandro (61) 9233.0822
10 de Outubro, 2007 às 10:43 am
gostaria de ler esse livro de poesias de Alessandro Uccello. Soube da boa critica sobre o autor e o livro. Onde está o livro vortual?
obrigada
30 de Outubro, 2007 às 10:36 pm
Boa iniciativa. Conheça também o nosso blog de literatura. Estamos linkandos vocês. Abraços!
20 de Novembro, 2007 às 3:22 pm
Olá, Gostaria de saber como posso escrever meus projetos?
Que site eu entro ou onde encontrar o edital para o FAC?
Aguardo anciosamente,
Nilson de Oliveira
21 de Novembro, 2007 às 7:39 pm
qual o procedimento desta revista?
25 de Novembro, 2007 às 1:26 am
Caríssimos amigos responsáveis pela Revista Nós.
Recebi o jornal Livros & Cultura de um amigo e tive conhecimento do site. Como posso fazer para avisar lançamentos e publicar trabalhos pessoais.
Um grande abraço,
Walmor.
9 de Dezembro, 2007 às 7:43 am
Muito interesante.
Conheci o site pelo googlealerts, pois voces divulgaram o evento que produzi:”Espaço dos Sentidos”.
Por favor, me informem o contato para encaminhar outros eventos culturais.
Parabéns pelo trabalho e obrigada por divulgar.
Naná Maris Produções Culturais
13 de Março, 2008 às 4:38 pm
Temos que nos unir para fazer valer novas políticas culturais que incluam a arte pela parte não como um todo. O macro já está exaurido de ser contextualizado na mesmice deste universo multimídia que todos conhecem. Vamos fazer e viver o novo como dizia o saudoso poeta Cassiano Nunes o nosso micro universo tem vida própria mesmo estando fora do desbotado eixo Rio-Sampa.
No mais é isso galerar real da Nós Continuem fazendo acontecer a literatura e a cultura como um todo. Estamos por aí.
Abços a todos.
Zeka
19 de Março, 2008 às 9:54 am
Pretendo colaborar com esta Revista.Quais os critérios?
Obrigado.
9 de Abril, 2008 às 10:49 am
necessito entrar em contato via email com Walter G. Brito. obrigado PAULO CATANANTE - prcatanante@hotmail.com
10 de Abril, 2008 às 7:36 pm
Gostaria que nos ajudase na divulgação do Prêmio Sesc 2008.
O SESC/DF abre o período de inscrições a partir do dia 12 de março para os
Prêmios Culturais, nas áreas de música, fotografia, pintura em tela e
literatura, que a Instituição vai realizar em 2008.
Realizados anualmente, os prêmios constituem-se em excelentes
oportunidades para que escritores, músicos, pintores e fotógrafos do
Distrito Federal possam publicar, gravar e dar visibilidade aos seus
talentos. Os trabalhos vencedores irão integrar coletâneas, publicações e
exposições que o SESC/DF irá produzir no decorrer de 2008. Além disso, os
artistas melhores classificados vão receber premiações em dinheiro que
totalizam R$ 39.500,00 (trinta e nove mil e quinhentos reais).
se possível, posso esta passando mais informações do concurso.
grato.
22 de Abril, 2008 às 9:51 pm
Prezados,
por gentileza, e se possível, divulgar o evento:
BAILE MUDERNO
Quando: 26 abril 2008 (sábado)
Horário: 22h
Local: Recordatório - Rua Joaquim Silva, 17, Lapa - Rio de Janeiro - RJ (Próximo à Praça Paris)
Entrada: R$14,00 (Antecipado: R$7,00; Lista Amiga: R$10,00)
Show Bombo de Corda e Bumba-Meu-Boi com a Cia Mariocas
+ DJS Alexandre Lira + Rodrigo Raro + Tataogan + Samuca From Sampa City
Uma festa com muito maracatu, samba, coco, manguebeat, embolada, baião, rock, frevo, grooves e invenções, além de bazar de artesanato, folhetos de literatura de cordel e apresentações de artistas populares.
Contato para Ingressos e Informações: (21) 8115-7886, 2508-9126 - bailemuderno@gmail.com
mais info no Site: www.recordatorio.com.br