Virada Cultural Para Quase Todos no DF
A exemplo do evento que acontece em São Paulo, a primeira Virada Cultural Distrital brinda a comunidade do Distrito Federal com músicos locais como Gerson De Veras e nomes de apelo nacional como a banda os Raimundos e o compositor Nando Reis.
Por Redação
Com Divul
gação
Você gosta de mú
sica, mas não tem um cen
tavo para ir aos shows neste domingo (29/8)? Mora no Distrito Federal? Se as duas repostas forem positivas, não perca tempo: Brasília está cheia de atrações musicais e os shows são franqueados ao público.
Existe atrações e lugares de apresentação para todos os gostos. Por exemplo, a cantora Alcione, Batom na Cueca, o ex-Titãs Nando Reis e o cantor Wando – aquele que certas mulheres jogam calçinhas para ele no palco –, entre outras, são as atrações do projeto Virada Distrital.
Mas existe outras opções, como os brasilienses Raimundos e Gerson De Veras, o ex-vocalista e ex-líder da extinta banda Os Cachorros das Cachorras, que fazem parte da versão brasiliense do projeto cultural paulista Virada Cultural.
Shows abertos
Os shows estão rolando desde a última sexta-feira em vários pontos do DF. Tudocom entrada literalmente aberta ao público, quer dizer, de graça e ao ar livre, para todas as preferências culturais.
A Virada Cultural é um sucesso que acontece em São Paulo desde 2005, que serviu de referência para Brasília, com características semelhantes. Aqui, a programação acontece na Esplanada dos Ministérios, na Fercal, em Sobradinho, em Santa Maria, no Guará e em Brazlândia.
O secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, afirmou que a ideia de promover A Virada Distrital (até o nome lembra o outro) é proporcionar mesmo o acesso de amplas camadas da sociedade à cultura musical.
“Pensamos em realizá-la no ano passado, mas em função da falta de recursos, num primeiro momento, e da crise política, em seguida, o projeto foi adiado. Só agora conseguimos viabilizá-lo.”
“Estamos trazendo para a Virada Cultural 30 atrações nacionais, como Nando Reis, Marcelo D2, Alcione, Wando, Fundo de Quintal e Latino; a eles se juntarão os artistas Indiana, Thais Moreira, Angel Duarte e Pé de Cerrado,” entre outros, acrescentou Gorgulho.
Programação
O Virada Distrital começou sexta-feira. Nos palcos armados na Esplanada dos Ministérios (Brasília), aconteceram shows de Alexandre Peixe, Angel Duarte, Detonautas e André Quatorze Voltas.
Também na sexta-feira à noite, tocaram e cantaram para a comunidade cultural do DF a cantora e compositora Pitty, as bandas Terminal Zero, Fundo de Quintal e Clima de Montanha.
As apresentações entraram madrugada adentro com Thais Moreira, Papel Marchê e no dia 28 (sábado), foi a vez de Eliane Leite, Na Lata, Faluja, Besouro do Rabo Branco Blitz, Pé de Cerrado, Myrlla Muniz e A Xerife. O som começou às 18 e varou madrugada afora.
29 de agosto (domingo)
Quem perdeu os dois primeiros dias não precisa se lamentar. Dá para tirar o desconto neste domingo, sabe com quem? Às17h tem Brazucas,às 17h40, Viela 17, às 18h20, o cantor, poeta e compositor Gerson De Veras.
As atrações não param por ai. Às 19h tem show do Marcelo D2, o ex-líder da extinta banda Planet Hemp, aquela que foi literalmente presa em Brasília no final da década de 1990, acusada de fazer apologia às drogas e que precisou de uma
forçinha do então deputado Fernando Gabeira para libertar os rapazes.
As atrações prosseguem com Indiana Nomma, o ex-Titãs Nando Reis, Raimundos e Latino. Quem não quiser ir à Esplanada dos Ministérios, por exemplo, tem a opção das Cidades que compõem o DF. Confira:
Guará, às 18h Levitas, Nani Junior, Alcione, Bartô Blues Band, Terno Elétrico e Blitz. O som também vai rolar em Santa Maria, a partir das 18h, com Falamansa e Wando. Em Sobradinho, o som fica por conta da banda Raça Negra. Na Fercal, mostrarão suas músicas ao público Mastruz com Leite e A Xerife.
Boa diversão para todos.
Dilma Tem 24 Pontos a Mais Sobre Serra
Pelos dados divulgados neste sábado (28) pelo Ibope /O Estado de S. Paulo, a ex-ministra-chefe da Casa Civil seria vitoriosa no primeiro turno. Marina Silva caiu um ponto percentual, tem agora 7%. Os candidatos dos chamados partidos pequenos não pontuaram.
Por Menezes y Morais *
A ex-ministra e candidata à Presidência da República Dilma Rousseff ampliou para 24 pontos percentuais na pesquisa de intenção de votos em relação ao principal adversário, o ex-governador José Serra, conforme o Ibope.
Dilma aparece com 51% das intenções de voto, contra 27% de Serra. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope não divulgou os nomes dos Estados onde fez o levantamento.
Marina
A nova pesquisa – encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo – foi divulgada neste sábado (28) pelo Ibope. A senadora e ex-ministra Marina Silva (PV) ficou em terceiro lugar, com 7% das intenções de voto.
Conforme a pesquisa, os eleitores indecisos são 9% e os que pretendem votar branco ou nulo, 5%. Na pesquisa anterior do Ibope, Dilma liderava com 43% das intenções de voto, contra 32% de Serra e 8% de Marina.
Ainda de acordo com a pesquisa, os eleitores que declararam votos na petista são suficientes para eleger a candidata no primeiro turno. Se forem excluídos os votos brancos e nulos e os eleitores indecisos, Dilma tem 59% das intenções de voto, contra 32% de Serra e 8% de Marina.
A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de agosto e ouviu 2,5 mil eleitores. A oscilação dos números –Serra e Marina em queda – revelam o dinamismo do processo político-eleitoral.
Datafolha
Na pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada na quinta-feira, Dilma estava com uma vantagem de 20 pontos em relação ao candidato tucano.
Serra, aliás, quando da divulgação da pesquisa do Datafolha disse numa entrevista coletiva à imprensa que não dava importância às pesquisas. O que mostra coerência do ex-ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso.
Indiferença
Quando as pesquisas indicavam Serra como favorito, antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelar ao Brasil de forma escancarada que Dilma era a sua candidata, ele não se vangloriava de liderar as pesquisas.
Nem a ministra Dilma, aliás, vangloria hoje.Mas fontes do PT em Brasília (DF) revelam que a “ordem” interna nas hostes petistas é para que se evite a euforia do “já ganhou.” Até porque, ensinava a sabedoria, só se ganha eleição depois de contabilizado o último
voto.
Folha de S. Paulo
Na pesquisa feita entre os dias 23 e 24 de agosto por encomenda do jornal Folha de S. Paulo e da Rede Globo, Dilma aparecia com 49% das intenções de voto, contra 29% de Serra. Marina Silva manteve-se na mesma posição da pesquisa anterior, com 9% das intenções de voto.
Outros dois levantamentos divulgados nos últimos dias também apontavam Dilma Rousseff na liderança da disputa. Por exemplo, a pesquisa divulgada pelo instituto Sensus – publicada na última terça-feira – a candidata do PT teria 46% das intenções, contra 28,1% de Serra e 8,1% de Marina.
Indecisos
Enquanto isso, os candidatos prosseguem em campanha viajando pelo Brasil,à busca dos votos dos indecisos e também do convencimento dos eleitores que se declaram indecisos.
Somados, esse percentual chega à fatia considerável de 14 por cento. Esses votos podem migrar para qualquer um dos candidatos, ou podem ser divididos entre os três candidatos principais.
É bom lembrar que os chamados pequenos partidos têm seus candidatos. O PSol está com Plínio de Arruda Sampaio. E o PSTU tem o presidenciável José Maria, por exemplo. Mas nenhum deles pontuou na pesquisa, conforme o Ibope.
*Menezes y Morais, jornalista, escritor, professor, historiador e editor da Nos- Fora dos Eixos.
Conservação da Biodiversidade Brasileira
Cerrado – conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação (Thesaurus Editora), será lançado neste sábado (28) na Livraria Cultura do Lago Norte, em Brasília (DF).
Por Redação
O Departamento de Botânica, Ecologia e Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, a Livraria Cultura e a Thesaurus Editora convidam para o lançamento do livro Cerrado – conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação.
O lançamento será neste sábado, 28 de agosto de 2010, a partir das 17h, na Livraria Cultura Shopping Center Iguatemi Brasília Lago Norte – Brasília (DF). Trata-se de uma obra organizada a quatro mãos por Ivone Rezende Diniz, Jader Marinho Filho, Ricardo Bomfim Machado e Roberto Brandão Cavalcanti.
Parceria
O Livro é fruto de parceria entre o Instituto de Ciências Biológicas da UnB e a Conservação Internacional e o seu lançamento em 2010 comemora o Ano Internacional da Biodiversidade declarado pelas Nações Unidas e teve como objetivo organizar, compilar e disponibilizar dados sobre a biodiversidade do Cerrado e, também, estimular o interesse pela pesquisa, ressaltar a importância biológica do bioma e contribuir para que todos se comprometam com a conservação e sustentabilidade dessa região tão importante para a humanidade.

O cerrado está desaparecendo. Livro lançado pela Thesaurus tem propostas de conservação de sua biodiversidade.
O bioma Cerrado tem pouco literatura hoje disponível para ser estudada. A tarefa não é fácil e, para tanto, precisamos gerar, organizar e processar o pequeno conhecimento científico existente sobre o Cerrado. Sem isto, não será possível apontarmos os caminhos da desejada sustentabilidade ambiental. Este livro, elaborado graças aos esforços de acadêmicos da Universi10 dade de Brasília e de outras instituições, ajuda a preencher parte dessa demanda. Ao longo do livro o leitor encontrará diversos capítulos que versam sobre os avanços e estado atual do conhecimento científico para vários grupos taxonômicos como plantas superiores, aranhas e escorpiões, cupins, drosófilas, borboletas, mariposas, répteis, aves e mamíferos. Esses diversos capítulos trazem importantes informações sobre os padrões de distribuição das espécies nativas no Cerrado, sobre espécies endêmicas, espécies ameaçadas, lacunas de conservação e lacunas de conhecimento científico. Alguns capítulos mostram a riqueza potencial de regiões do Cerrado com base no uso de modelos de nicho ecológico.
Fontes primárias
As fontes primárias de informações foram os acervos das diversas coleções científicas da Universidade de Brasília. O livro mostra a história e a expansão do conhecimento de flora e fauna do Cerrado e cobre três áreas temáticas: bancos de dados e inventários, avaliação do estado de conservação, e modelagem de distribuições de espécies.
São revistos vários grupos taxonômicos, como plantas superiores, aranhas e escorpiões, cupins, drosófilas, borboletas, mariposas, répteis, aves e mamíferos. Os autores trazem ainda importantes informações sobre os padrões de distribuição das espécies nativas no Cerrado, sobre espécies endêmicas, espécies ameaçadas, bem como lacunas de conservação e do conhecimento científico.
Espécies da fauna
O livro apresenta técnicas modernas de modelagem para estimar e prever a distribuição potencial de espécies da fauna, exemplificadas para os cupins, drosófilas, e aves, assunto da maior importância no cenário das mudanças globais.
A expectativa é que o livro Cerrado: conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação contribua efetivamente para que os poucos esforços de conservação no bioma sejam rapidamente ampliados e potencializados.
Serviço
O que: Cerrado – conhecimento científico quantitativo como subsídio para ações de conservação.
Quando: 28 de agosto de 2010 (sábado), a partir das 17h.
Local: Livraria Cultura Shopping Center Iguatemi Brasília – SHIN CA 4, Lote A, Loja 101, Lago Norte – Brasília (DF). Fone: (61) 2109-2700.
Cinza da Solidão (final)
No capítulo de ontem: Lúcia vai se despedir de Zeto que mais uma vez declara seu amor por ela e não aceita sua partida, porém ela jura um dia voltar para seus braços. Zeto se oferece para deixá-la na Rodoviária, mas Lúcia não aceita.
Por M.P. Haickel *
Especial Para Nós – Fora dos Eixos
Quando saímos em resgate da vodka, Dérick me falou entre outras coisas que estava escrevendo uma estória. Escutei mas não dei tanta atenção, somente mais tarde, vim incorporar o que ele tinha escrito antes a esta narrativa, com a qual dou por encerrada.
Houve muitas mudanças nas nossas vidas depois que tudo terminou e tudo findou em ruínas. A ruína que vitimou com a ambição de Zinho, a obstinação de Alênca, o oportunismo de Armando, a música do Dérick, a inconstância de Lúcia, a maternidade de Fátima, e com a minha poesia. Foi tudo muito rápido. Não sei ao certo dizer quando tudo começou. Enquanto Dérick ainda se recuperava, Zinho recebeu a visita de Armando, que lhe pediu uma resposta sobre se iria ou não fazer o atravessamento da cocaína da Ceilândia ao Lago Norte, para a casa de um granfino, cidadão que ocupava um alto cargo na escala burocrática do governo e que não podia, de maneira alguma, ter seu nome ventilado em escândalos. O serviço renderia uma boa soma e alimentava o sonho coletivo de ter outros trabalhos realizados com a produção e possível premiação do vídeo que concorreria no Festival de Cinema de Brasília.
Insensatez, delírio, desejo, vaidade… Às vezes me pergunto não sei nem o quê para tentar entender, se é que se entende a ruína que habitávamos, cercados por acontecimentos tão estranhos a nós, ao mesmo que palpável na lembrança, ciente de uma lógica que nos fugia à guerra, à ambição, presos à realidade, onde cada vez mais o esforço humano era desvalorizado frente ao capital, ao brilho de um sucesso metálico. Da loucura urbana somos os séculos e milênios do amém. Voltamos à caverna com a mesma displicência que adentramos em shopping center. Não com a mesma desenvoltura de antes, porque antes não tínhamos cotidiano, nem um plano, não tinha nada combinado entre
nós, o destino nos uniu ponto a ponto com o convívio, o concreto da cidade, a solidão de ideais, os vôos noturnos, as asas quebradas, deixados à própria vida, alimen
távamos um sonho de denunciar o que nos oprimia. E é esta mesma lida que apresenta suas soluções e foi sofrendo que aprendemos. Poderia ter sido diferente… Convenhamos, o mundo poderia ser bem melhor, tal qual queríamos. Mais dias menos dias conseguiríamos rodar o filme… Grandes coisas a vida do Zinho para se fazer um vídeo e concorrer num festival, e quem sabe ganhar o prêmio. Para comprar um caminhão e sair por aí? Espalhando a arte pelos quatro cantos do país? O tempo nos abrandaria o fogo ardente da juventude e teríamos conseguido de outra maneira, que não fosse pela contramão da história, com o velho discurso que tanto repugnávamos, de que os meios justificam os fins. Não, eu não gostaria de estar tendo que desabafar isso só agora, porque foi ainda pouco que pude montar este quebra-cabeça, que perdeu uma peça, está faltando uma parte. A morte, sempre a ruína como razão de viver, a guerra em razão da paz, o amor em razão do ódio, a intolerância em favor do capitalismo selvagem, o rico em detrimento do pobre, a caridade em saber da indiferença, não estranhem, eram dias insalubres pra mim. De pouco quase nada me restava de geração… Atropelados, fomos todos pelo bonde do destino, no dia do impeachment do presidente.
O malogrado plano foi frustrado, e nesse mesmo dia era exibido em todas as janelas ao longo do eixão, um luto, a população em forma de repúdio, demonstrava todo tipo de insatisfação em que vivíamos, colocando em suas janelas bandeiras negras, usavam tarjas, fitas, agitavam pela extensão do eixão, agitando bandeiras, marchavam rumo ao Congresso, somavam-se a eles uma juventude cara-pintada, apitando, gritando palavras de ordem que pediam a cabeça do presidente, enquanto num quarto de apartamento na Asa Norte, recebíamos a notícia da morte de Zinho, que ao tentar fugir e trocar tiros com a polícia, acabou vitimado com três perfurações de bala no corpo, abraçado a um pacote com um quilo de cocaína pura, pronta pra consumo, a poucos quilômetros da casa dos bacanas politiqueiros lobistas e marqueteiros. Armando que tinha planejado tudo, desapareceu sem deixar pistas, nunca mais se ouviu falar dele, até mesmo porque sempre fora macambúzio.
Alênca foi o que mais sentiu o golpe, faltou ficar louco por ter cantado a pedra antes, pro Zinho. A notícia que tive dele foi que recentemente rompeu com Jussara, que se mandou para Pirinópolis. Mirian… Não sei… As circunstâncias da vida fizeram cada um ir pro seu lado e o sonho de fazer-se ouvir dentro de uma sociedade, os planos de revolução, de arte e cinema se desvanecer em culpa que agora tento redimir; Dérick voltou pro hospício, recolhido por andar nu pela faixa central do eixão no horário de rush, depois que soubera que Fátima perdera o filho que gerava ao cair da escada, após uma discussão com o pai. Quando chegou o dia do Festival de Cinema, venceu o curta Rodoviária e ela foi embora de Brasília e do Brasil.
Do vídeo restou a construção de uma ideologia que perdura abandonada, esgotando o que ficou de tudo na ruína. Pode não parecer, mas o tempo passa e passou para todo mundo, enquanto o Dérick fazia música e escrevia, namorava com a Fátima; a Jussara tava casada com o Alênca, que gostava de cinema, que estudou o fundamental com o Zinho, da Miriam, que nunca foi com a cara do Armando… Acostumamos-nos com muita coisa nesta vida, só não com a morte e a loucura, contando assim, pode até não parecer, mas… Lúcia se foi com sua trupe pelo mundo. Tenho vontade de um dia novamente encontrá-la. Por vezes quero esquecê-la, mas a vida não deixa, tenho um passado e um futuro ainda por armar, sei disso. Como todo poeta, sonho às vezes com Lúcia voltando, assim como me prometera… E assim vou vivendo me valendo de poucas palavras, escrevendo só o que o coração manda, na tentativa de um dia sair desse labirinto em ruínas que me cerca.
Fim.
*M. P. Haickel, escritor, professor, produtor cultural, publicou Cinza da Solidão pela Thesaurus Editora.
Serviço
Modernização da Lei Autoral
Lei do Direito Autoral no Brasil está em processo de mudança e os criadores musicais podem participar da consulta pública com sugestões que podem ser feitas até 31 de agosto de 2010.
Por Redação
Com informação do MinC *
Compositores brasileiros e seus representantes se reuniram no Rio de Janeiro dia 23 de agosto de 2010 com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, para dar seu apoio e contribuição para a modernização da Lei do Direito Autoral, em consulta pública até o próximo dia 31 de agosto.
Entre os compositores presentes no encontro no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, estavam vários autores célebres como Carlos Colla, que escreveu sucessos como Falando Sério (Roberto Carlos), Bye bye Tristeza (Sandra de Sá), Além da Cama (Alcione).
Questões importantes
A filha, Daniela Colla, advogada e também compositora, estava com o pai na reunião e levantou questões importantes como as licenças não voluntárias, que devem ficar claras no corpo da Lei que não se aplicam à música.
“Mas fico tranquila com a sinalização do ministério de que isso estará explícito no projeto a ser enviado ao Congresso Nacional”, afirmou.
“Acredito que devam ser feitos ajustes na redação de alguns artigos, mas é importante termos uma lei mais moderna”, disse Álvaro Socci, compositor de músicas como Planeta Xuxa, As Quatro Estações, interpretada por Sandy e Júnior, e sucesso de novelas como Vem Ni Mim, de Senhora do Destino. A opinião foi compartilhada por todos os presentes.
Rádios digitais.
Totonho Velleroy, parceiro de Ana Carolina em várias canções que estouraram nas listas de mais pedidas pelos ouvintes, abordou a dificuldade de recolher direitos autorais de rádios digitais.
Paulo Debétio, autor de Tieta e Nuvem de Lágrimas, mostrou preocupação também com a arrecadação no exterior, que segundo ele, quase não chega aos bolsos dos músicos.
“Mas com a obrigatoriedade da transparência, isso fica mais fácil. A harmonização de todo o sistema interessa ao autor, pois quanto mais consumidores, mais investidores e mais arrecadação para os artistas. Nenhum lado pode sair perdendo, senão o mercado não incorpora o modelo”, afirmou o ministro Juca Ferreira, ao explicar um dos propósitos da modernização da Lei.
Compareceram à audiência com o ministro:
Carlos Colla, Daniela Colla, Chico Roque, Dalmo Medeiros, José Henrique, Jaqueline Sangalo, Paulo Debétio, Daniel Campelo, Totonho Villeroy, Paulinho Rezende e Claudio da Matta.
Serviço
*Mais informação
Mariana Ramos, assessora de Imprensa do Ministério da Cultura, telefones 61 2024 2491 ou 61 9907 4662 ou pelo email mariana.ramos@cultura.gov.br
Susanna Scarlet, assessora de Imprensa do Ministério da Cultura, pelo telefone 61 2024 2407 ou pelo email Susanna.scarlet@cultura.gov.br














